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Sep 22 2006
Homem Unido PDF Print E-mail
Written by Paul Anderson-Walsh   
Friday, 22 September 2006


Uma Introdu o na uni o do crist o com Cristo.

  Regozijo-me agora no que pade o por v s, e na minha carne cumpro o resto das afli es de Cristo, pelo seu corpo, que a igreja; Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensa o de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus; O mist rio que esteve oculto desde todos os s culos, e em todas as gera es, e que agora foi manifesto aos seus santos; Aos quais Deus quis fazer conhecer quais s o as riquezas da gl ria deste mist rio entre os gentios, que Cristo em v s, esperan a da gl . [Col 1:24-27]
um Mist rio

De maneira introdut ria a este artigo, pareceu-me apropriado incluir um breve coment rio sobre a natureza deste evangelho misterioso. At este ponto, somente alguns coment rios preliminares poder o descrever a base do que h de seguir. No conceito Paulino da palavra myst rion, mist rio aparece somente 21 vezes. Liter rios definem a palavra mist rio da seguinte maneira:
  A palavra mist rio, em tempos modernos, significa uma sublime e incerta verdade que admirada, mas somente parcialmente entendida. A palavra grega myst rion, por m, descreve qualquer realidade divina ou celestial, considerada secreta ou escondida e somente pode ser conhecida quando revelado pelos deuses .
Paulo afirma que a natureza deste mist rio esta relacionada a um ato decisivo que afetou os gentios [e todos os crentes], sendo este, que Cristo habita neles. Desta forma, ele considera sua comiss o, proclam -lO e levar todos maturidade - medida da estatura completa de Cristo [Efesios 4;13]. Com certa escassez, fora do comum, Paulo define o mist rio em 3 palavras: Cristo em voc .
A revela o de Paulo a verdade mais profunda que se pode imaginar e sem ela a vida crist se torna imposs vel e insuport vel. No entanto, se reconhecida e aceita, torna-se o modo de vida al m de nossa imagina o. Este artigo busca explicar o mist rio e explorar seu prop sito. No entanto, leitores interessados devem dirigir-se a outros artigos relacionados a este assunto, mais notavelmente Enganados ndrome do Falso-Eu . Veja www.thegraceproject.com.
Muitos t tulos foram dados para expressar o mist rio de Paulo, Cristo em voc , alguns denominam-o A vida Profunda , outros usam o termo A Vida Superior , outros Vida Interior . Hudson Taylor denomina de Vida Substitu , sendo que outros simplesmente chamam de . Todos estas defini es s o bastante teis, por m, creio que para balancear prefiro a defini o de Norman Grubb deste mist rio que Vida em Uni . Tenho me reclinado nesta defini o para entitular este artigo de Homem Unido . Cristo menciona a uni o do crist o com Ele mesmo, sendo que registra isto atrav s de sua incr vel ora o no evangelho misterioso de Jo o, quando diz:
  o rogo somente por estes, mas tamb m por aqueles que pela sua palavra h o de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, Pai, o s em mim, e eu em ti; que tamb m eles sejam um em n s, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a gl ria que a mim me deste, para que sejam um, como n s somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conhe a que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim . [Jo o 17:20-23]
A Vida um Misterio 
Voc ja se perguntou Quem sou eu muitos de n s perguntamos. Ademais, muitos crist os vivem  com a culpa que deriva de um sentimento paralisante de que n o somos quem dever amos ser. Conseqüentemente, vivemos a nossa vida presa num ciclo de performance que gira em torno de comprometimento, fracasso, condena o, confiss o e re-dedica o. A prega o evang lica deixa-nos presos na corda bamba da contradi o aparente entre imagem identidade . A pessoa que aparento ser, e a pessoa que na realidade sou.
Socrates disse que a grandeza estar na realidade do que aparentamos ser , e isto comumente utilizado pelos injustos e auto-justos. No entanto, para os Cristo-justos, isto exatamente a anti-tese da uni o, onde a grandeza [que neste paradigma deve ser redefinido como viver centrado em outros exatamente aceitar como realidade, que n s somos precisamente quem N O aparentamos ser.
Pessoalmente falando, o paradoxo aparente da uni o tem sido grandemente dif cil de ser aceito. Tornar-se e viver fora da realidade de que, sou o que Deus diz que sou, independente de como me sinto, uma quest o al m do intelecto, correspondendo como an lise final uma quest o de revela o. Antes de confrontarmos a quest que cremos que somos o que Ele diz que somos? , dever amos primeiramente perguntar, O que Ele diz que somos? . Antes de respondermos deixe-me reafirmar que para o bem, ou para o mal, ou mesmo rico ou pobre, para pior ou melhor, n O PODEMOS ser ningu m al m do que Deus diz que somos.
Quem Deus diz que somos?
Antes de entender esta uni o, foi  mais facil acreditar que em nenhum momento poderia ser a pessoa que Deus queria que fosse - perfeito [Mateus 5:48].
Apesar de tudo, torna-me nesta pessoa que nunca poderia ser, era o alvo da minha vida crist .
Santifica o, sendo esta Miss o Imposs , era o alvo que estava determinado a alcan ar. Apesar de saber que meus esfor os estavam destinados ao fracasso, ainda assim iria para o c u, por crer em Jesus, pois sabia que meu crit rio de salva o era perfei o sem pecado . Meu vers culo favorito era I Jo o 3:2.
  Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda n manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como o veremos .
Eu entendi que isto era uma refer ncia segunda vinda, mas ent o percebi que Jo o estava dirigindo-se aos filhinhos [I Jo o 3:7], um grupo que havia anteriormente identificado [I Jo o 2:12-14]. Estes eram os beb s espirituais; aqueles que sabiam t o somente que seus pecados haviam sido perdoados, por m, aqueles a quem ele chama de jovens e pais, maduros ou mais atentos, sabiam que qual Ele , somos n s tamb m neste mundo [I Jo o 4:17]. De repente esta explos o de tornou-se claro, e podia ver que quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como O veremos , e Ele esta em mim, expressando-se como eu.  I Jo o 3:2 n o estava se referindo a sua volta, mas minha vinda (ou chegada) maturidade.
Imaginem, para minha surpresa, quando comecei a entender que eu j era a pessoa que eu estava tentando ser. Como produto de uma educa o Jesu ta, havia me acostumado a ler relat rios sobre mim que diziam: Paul uma crian a brilhante, mas poderia ser bem melhor, deve se esfor ar mais . O que deveria fazer a respeito da afirma o de Deus que sou, n o o que vou ser, poderia ser se me esfor asse mais, mas sou:
 Perfeito Hb 10:14
 A justi a de Deus em Cristo II Cor 5:21
 Santo sios 1:4; Col 1:22
 Participantes da natureza divina II Pedro 1:4
 Uma Nova Criatura II Cor 5:17
 Perfeito e completos nEle Col 2:10
 Qual ele , somos n s tamb m neste mundo I Jo o 4:17
 Inculp veis Col 1:22
 Irrepreens vel Efesios 1:4
 Assentado nas regi es celestiais Efesios 2:6
 Contenedores da plenitude de Cristo Col 2:9
Escolhas da Vida Acreditar ou n o acreditar
A lista anterior esta longe de ser apurada e completa e tendo isto em vista, somos confrontados com duas escolhas: [a] crer, ou [b] n o crer. papel do Esp rito Santo convencer ambos, crist os ou n o-crist os a crer ou n o. No caso do perdido, convencer sua incredulidade referente a, Cristo se tornar pecado por eles [Jo o 16:8-10]; e no caso do salvo convenc -lo de se tornar a justi a de Cristo [2 Cor 5:21].  Se a primeira obra do Esp rito convencer o incr dulo a respeito de sua incredulidade em Cristo, ent o a segunda obra convencer o crente a respeito de sua incredulidade em sua Cristo-justi a.
N o pode haver progresso na vida crist sem ter a revela o mais b sica e fundamental. Do mesmo modo que aceitamos por f [indiscutivelmente] que Ele [Jesus] se tornou como n s, ou seja, a imagem do homem carnal pecaminoso, temos que aceitar por f , que o prop sito de sua condescend ncia [obedi ncia] era, que nos tornemos como Ele , divino. Sob qualquer inst ncia, mesmo acreditando ou n o se isto verdadeiro, n o altera o fato de ser verdadeiro. Se o Grande Eu Sou diz que Sou, ent o Eu Sou. Duvidar disto chamar Deus de mentiroso. Ent o crente; voc acredita ser quem Deus diz que voc ?
Atrav s do prisma da uni o, ao inv s da pris o da performance, posso ver que santifica simplesmente reconhecimento. N uma retifica o progressiva do comportamento de algu m, mas um reconhecimento progressivo de sua nova identidade. O que em meus anos formativos era a pedra angular do discipulado crist o, sendo santifica o, um processo de se tornar santo, foi substitu do por um conceito de uni o, que reconhecer que SOU SANTO.
Posso ter certeza de que realmente sou justo?
A b blia me diz que como crist o, sou Um esp rito com Ele [I Cor 6:17] que sou habitado por Cristo [Col 1:27] e que n o sou mais eu quem vivo mas Cristo vive EM mim [Gal 2:20], COMO eu e POR mim [Atos 17:28; Col 3:4]. O essencial e verdadeiro eu, JESUS.
Existe uma fala no filme Matrix Reloaded, onde Morpheus, em resposta ao protesto Nem todo mundo acredita o que voc acredita , ele diz: A maravilha disto tudo que n necess rio voc acreditar para ser verdade . Assim tamb com a uni o, quer voc , como crist o, acredite ou n o, ainda assim verdadeiro. Agora, apesar de n o requerer voc acreditar ou n o para ser verdade, voc precisa acreditar para que voc possa viver no poder desta uni o.
Como crist o, [e se voc o acredita nisto, em que voc acredita...], voc , como os perdidos, tem uma escolha. Ou: 1-Escolhe acreditar quem Ele diz que voc , possuir e simplesmente SER, ou 2-ver isto como coisas que PODERIA ser, ou DEVERIA e espera se TORNAR. Os resultados n o poderiam ser mais contrastantes. De um lado obras justas que derivam de descanso frutos que s o produtos da natureza que Ele reproduz em n s, podendo assim desfrutar dos benef cios do relacionamento ramo/videira com Ele [Jo o 15:5]; sendo que de outro lado temos obras PARA justi a que resultam em frutos para a morte [Rm 7:5], desilus o e esgotamento espiritual.
Se escolhermos o ltimo ent o, inevitavelmente, estaremos nos enfraquecendo na mis ria de uma vida dedicada em cultivar a apar ncia divina, sem obter o poder da mesma. Cada um de n s vive dentro do poder de nossas escolhas e limites. Ou permitimos Deus agir sem limites, liberando e reproduzindo sua apar ncia em voc , ou esteja limitado, tentando reproduzir a natureza e apar ncia dEle atrav s de sua carne.
Torna-se imposs vel imaginar que, diante destas op es, algu m possa escolher imitar ao inv s de participar. No entanto, para a maioria dos crist os, estes, vieram a entender e aceitar que a vida crist algo diferente da vida de Cristo . Nisto, ouso-me a dizer que corresponde a um falso cristianismo, ou como Paulo cita, um outro evangelho, que n evangelho . [Gal 1:6].
Para a maioria dos crist os o mist rio da Nova Alian a permanece em segredo. Conseqüentemente, na aus ncia deste, milh es de crist os encontram-se semana ap s semana, re-dedicando-se e re-compromissando suas vidas na busca f til de se tornar quem na realidade j o. Torna-se agonizante perceber que a vasta maioria esta dissipando a oportunidade de entrar em Seu descanso. Tragicamente muitos de n s nunca descobrimos que entre o hist rico Jesus que foi, e o futur stico Jesus que vir , esta o Jesus que habita e reside e que ! Realizando atrav s e como n s, seu prop sito eterno de ter um corpo corporativo conforme sua semelhan a, que sustentaria sua imagem, e, investindo Sua autoridade, teria dom nio sobre Sua terra. [Ef 3:11] Estes prop sitos foram revelados primeiramente em G nesis, sendo este derrotado pelo primeiro Ad o e restaurado por Jesus Cristo, ltimo Ad o [I Cor 15:45], Deus fez em apar ncia carnal [Fp 2:6-7]. E, portanto Ele permanece este homem, apesar de ressurreto e ascendido, n o mais encarnado entre n s, mas habitando, em n s, como n s [Col 1:27].
A Conseqü ncia da Uni o
Portanto, atrav s do mist rio da uni o nos tornamos a imagem do Deus invis vel. Fomos re-feitos na IMAGEM e semelhan a de Deus e como pessoas reais, ao inv s de pessoas falsas que uma vez fomos, quando ramos filhos da ira [Ef 2:3], agora participantes da natureza divina [II Pd 1:4] somos vasos contendo e condutores dEle. N o mais separado dEle ou outro algu m como antes [Ef 2:14], mas UM [Jo o 17:23].
A natureza, natureza dEle, que voc e eu agora expressamos, fixada atrav s de Sua escolha eterna como um amor centrado em outros [Deus n o pode ser um amor centrado em si mesmo, pois esta a natureza sat nica. Deus auto-doador. Ele existe para o benef cio de outros], que a ess ncia gape [I Jo o 4:8], irradiando outros atrav s de n s [Jo o 13:35].
medida que nos tornamos cientes de nossa uni o com Ele, podemos seguramente dizer que somos a expressa IMAGEM  e SEMELHAN A da PESSOA de Cristo, expressando SEU amor atrav s de n s para outros. Em outras palavras, somos o meio condutor da IMAGEM do Deus INVISIVEL que manifesta, expressa e ministra Si mesmo Seu mundo.
Cada um de n fortalecido e outorgado a viver pela f em quem entendemos ser e conseqüentemente produziremos o fruto desta f , seja ela para morte [Romanos 7:5] ou os frutos do Esp rito [Gl 5:22-23], uma colheita ou da autojusti a, ou da Cristo-justi a. Muitos de n s fomos criados numa dieta de que Cristo morreu para nossos pecados, sendo isto, por m, somente metade do evangelho o que ser que aconteceu outra metade, que Cristo a nossa vida? Sem a revela o do mist rio Cristo em N que n o sou mais eu quem vivo, mas a vida que vivo, vivo-a na f do Filho de Deus [Gal 2:20], nunca entenderei a uni o. N o estarei apto a viver a vida abundante de Cristo [Jo o 10:10], nunca estarei livre de condena o [Rm 8:1], nunca serei livre para ser eu. Ao contrario, estarei consignado a uma vida sub-crist empobrecida sem ter ci ncia de que a todo tempo eu era Ele, em forma humana.
Somos a cortesia do ultimo Ad o, Ad o enfim, n o somente Ad o novamente, mas Ad o permanente. Tornamo-nos o Ad o que excede nosso primog nito, pois somos Ad o, a cria o unificada com o Criador Homem Unido, unido com Deus, permitindo esta uni o expressar-se uns aos outros, sofrendo alegremente pelo evangelho, uns pelos outros, e simplesmente sofrendo uns aos outros, e assim tendo grande gozo [Tg 1:2]. Sabendo que produzindo justi a, amor, alegria, bondade, amizade, gentileza, paci ncia, e dom nio pr prio, n o obras da carne, mas do Esp rito, a conseqü ncia dEle ter doado Sua vida por voc para que Ele pudesse d -la a voc , para viver a vida dEle em voc . Permitindo assim voc dizer, estou h tanto tempo convosco, e n o me tendes conhecido, Filipe? Quem me v a mim v o Pai/Filho [Jo o 14:9].


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