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Introdu o PDF Print E-mail

Sample ImageTendo escrito o livro que est em suas m os, gostaria de dizer algumas coisas como pre mbulo ao que vai ler. Quando surgiu a id ia desse livro, nasceu de um simples desejo de ajudar a re-arranjar as boas novas do evangelho de Jesus Cristo para aqueles que se tornaram desiludidos em sua f , os quais encontraram seu caminho no The Grace Project. A Inten o inicial era endere ar-se um publico limitado. Para aqueles que, de acordo com as palavras de Thomas Carlyle sabiam que o ideal estava em si mesmo, assim como o impedimento , e a reconcilia o do paradoxo estaria al m de suas possibilidades.

Esse trabalho (The Grace Project) come ou com um sonhador idealista (o autor) que, tendo experimentado as dificuldades do cristianismo baseado em performance, quis iniciar um trabalho inspirado pelo desejo de ver homens e mulheres libertos da mis ria que vem da falta de compreens o de sua pr pria identidade. N s viemos para sermos curados e s os, e para nosso prazer, isto foi substancialmente alcan ado. Mas o que aprendemos nesses dias era que renovo n o era uma forma de cura, mas sim uma forma de reaprendizagem.

 Imaginei que este seria um livro para Crist os desiludidos. Mas, no desenrolar do trabalho, comecei a perceber que enquanto a minha prescri crist , a verdade que os problemas enfocados aqui (vicio em performance, necessidade de sentido e aceita o, como conviver com culpa, medo de fracasso, ansiedade e a firme convic o de que nosso melhor pode n o ser o bastante) n o exclusivos de crist os. Pelo contr rio. S o quest es universais que todos n s enfrentamos.

 Apesar do p blico alvo principal da Conspira o Bonsai ser o crist o desiludido, esse livro n apenas para eles. Falta de compreens o de quem somos diminui, ou minimiza, qualquer um. Um pensamento de Zohar & Marshall em seu trabalho colaborativo SQ Integil ncia Espiritual a Intelig ncia Definitiva: Que cont m um capitulo ilustrativo chamado Como tornar-se espiritualmente ativo (SQ Spiritual Intelligence the Ultimate Intelligence: Which contains an insightful chapter entitled How we become spiritually stunted ) [FN Danah Zohar and Dr. Ian Marshall SQ chapter 9 Bloomsbury 2000], os autores citam a cren a de Jung em sua famosa obra Psicoterapeutas ou Cl rigos , que esse ativismo nada mais que o produto de uma alma sofrida que ainda n o encontrou sentido . A coisa que temos em comum que a sede por sentido universal. Sentido mediante a falta de sentido o que trata este livro.

 Sou, por profiss o, um conselheiro e desenvolvi um conceito que chamo Aconselhamento por Reconhecimento . Longe de ser sem ntico a diferencia o entre conselho e aconselhamento por reconhecimento crucial; no aconselhamento assumimos sempre que o conselheiro sabe mais/melhor , onde por outro lado aconselhamento por reconhecimento a resposta sempre vem de dentro. o desafio em ajudar as pessoas a se tornarem quem elas s o. E nisto esconde-se o grande obst culo: dif cil tornar-se quem voc em, pois isto n o aparenta ser o que todo mundo deseja .

Ao longo dos anos, tive o privil gio de ser contratado por muitas organiza es e v rios atletas e usei, com meus clientes particulares, os princ pios que est o no cerne desse livro. Leitores que n o familiares ao mundo do cristianismo evang lico poder o fazer paralelos com suas pr prias estruturas de vida. A viv ncia baseada em performance uma pandemia. Come a no lar, nos segue at a escola, nos persegue no trabalho e nos acompanha at o t mulo.

 A Conspira o Bonsai para todos os que se encontram plantados em vasos rasos e limitantes. Este livro dedicado aos que cavam cisternas para si, cisternas que se mostraram incapazes de conter a gua necess ria para nutrir seu crescimento. Essas cisternas crist levaram muitos a inalar uma esp cie sufocante de cristianismo que os fez temer a alegria e sentir uma culpa latente promovida por um estilo de f que suportado, n o desfrutado.

 Esse livro segue uma linha de pensamento

 Nossas estrat gias para fazer a vida funcionar s o destinadas ao insucesso e isso, na verdade, a sua qualidade redentora. Criamos o termo Igrejismo [1] para fazer um contraste entre a igreja formal e o cristianismo. No entanto, esse termo poderia ser aplicado a todo sistema religioso e qualquer paradigma de esfor o pr prio. Paradoxalmente, a forma de religi o que a maior parte dos crist os adota a escravid o, n o a liberdade.

 Para escapar do paradigma de esfor o pr prio, ser necess rio morrer para a autovalida o. A liberdade qual aludimos ao longo do livro exclusiva para os que est o mortos para o pr prio eu em qualquer uma e todas as suas formas, inclusive a autoconfian a, depend ncia e seguran a em si mesmo e autogratifica o.

 A verdadeira liberdade n acess vel aos fortes, nem mesmo aos fracos, pois afirmar que se fraco admitir que se tem uma certa for a. Isso para os mortos ! Para muitos, essa morte para o esfor o pr prio vem em forma de esgotamento que definimos como uma pessoa estar em um estado de fadiga ou desilus o advinda de uma dedica o a um meio de vida que falhou em garantir o mio esperado os que questionam se a fase de esgotamento inevit vel. Eu gostaria de acreditar que n inevit vel, mas ainda n o tenho evid ncias disto. Todo mundo, em algum momento, tem que enfrentar seu pr prio momento pessoal de Miser vel homem que eu sou! Quem me livrar do corpo desta morte? [Rom. 7:24]. Todos devem primeiro exaurir seus recursos para depois experimentar momentos como esse.

 Tendo experimentado nosso per odo (s) de desilus o (i.e. Noites Sombrias da Alma), emergimos no outro lado e descobrimos que n o gostamos da apar ncia da liberdade. Isso compreens vel porque a liberdade assustadora. Como agir em um paradigma onde n libis, regras, c digos de conduta, tica, estruturas de lei? Como se comportar em um mundo onde a moralidade foi suplantada e superada pelo absurdo que a gra a? Voc deve encontrar sua pr pria interpreta o e defini o do que a liberdade. Ningu m te dir o que pode fazer. A nica coisa que esse novo paradigma far refor ar quem voc . Desta forma, voc o pode nem controlar nem ser controlado. A liberdade realmente assustadora j que uma estrutura estranha e implaus vel para uma alma carregada e presa pela culpa.

 Ent o, se estamos assustados demais para seguir em frente, mas temos conhecimento demais para voltar atr s, o que devemos fazer? Bem, aprendemos que como pessoas libertas temos uma nova responsabilidade, e nesse novo paradigma a responsabilidade significa que n s, como mulheres e homens libertos, fomos libertos e capacitados com a habilidade de escolher nossa resposta s coisas que antes nos causavam tanta dor.

 O crist o, tendo sido liberto da estrutura errada pode questionar, Qual o segredo de se viver uma vida crist eficaz? Essa quest o ser discutida nos cap tulos remanescentes do livro, s o eles Aperfei oando os Perfeitos O que o amor tem a ver com isso? e Scion-teologia .

Se voc um crist o evang lico que contempla a leitura desse livro, justo te avisar que, caso voc opte por ler e meditar no conte do deste livro em suas m os, prov vel que sua vis o atual da f crist ser abalada e poder ser comprometida. Se voc est satisfeito com a Vida Crist como a vive hoje, pode at mesmo fechar esse livro e devolv -lo prateleira onde o encontrou e esquecer que um dia o abriu. Por outro lado voc sente que h algo errado, algo faltando, e sua vis o da Vida Crist que h algo mais, que ela deve ser mais que algo a ser tolerado, que deve ser sim desfrutado; ent o esse livro para voc .

 O material aqui contido foi melhorado atrav s de rigorosas revis es de colegas. As coloca es sagazes e am veis foram, quase sem exce o, aceitas e se refletem nas revis es ao texto original. Gostaria ainda de acrescentar mais algumas orienta es acerca do caminho que este livro pretende trilhar.

 No cap tulo O trabalho n o bastante! sugere-se que o que se conhece como Cristianismo o verdadeiro Cristianismo. Mostraremos evid ncias que provam que a ess ncia do cristianismo a auto-substitui o onde o Velho Homem (Ad removido e substitu do pelo Novo Homem, Jesus ( ltimo Ad o). Isso diferente do que chamamos de Igrejismo , cujo cerne o auto-aperfei oamento.

 No paradigma do Igrejismo , o velho homem salvo e o novo homem simplesmente o velho homem reformado ou melhorado. Sugerimos que a maior parte dos crentes , no fundo, composta por duvidosos pois conscientemente, subconscientemente e/ ou experimentalmente, reconhecem uma diferen a entre a Vida Crist e a Vida de Cristo. N s estipulamos que n o existe essa distin o.

 No cap tulo seguinte, lidamos com a conseqü ncia inevit vel do esgotamento . Esse cap tulo, cujo nome Esgotamento explora e aborda porque o esgotamento uma agonia a ser abra ada. O esgotamento abre caminho, remove a autoconfian a e prepara o crist o para reconhecer a verdadeira natureza da Vida Crist . Portanto, no que pode aparentar ser um paradoxo, argumentamos que a chave para o sucesso na Vida Crist o nosso completo fracasso em viv -la.

 O cap tulo Medo da Liberdade aborda a quest o controversa da liberdade. Somos, em geral, institucionalizados e condicionados. Conseqüentemente, intuitivamente, somos amedrontados pela liberdade, principalmente quando a liberdade exige o alto custo que a mudan a. Como diz Daryl Conner, autor de The Speed of Change

  De todos os animais no planeta, os humanos s o os mais guiados pelo controle Quando incapazes de atender nossas necessidades, nos tornamos disorientados. Quando as necessidades s o satisfeitas, adquirimos uma sensa o de estabilidade e conforto psicol gico t o poderoso que a obtens o desse estado de satisfa um dos motivadores mais fortes do comportamento humano. [2]

 Quem leu a hist ria do xodo dos Israelitas, do cativeiro do Egito Terra Prometida de Liberdade, ser facilmente convencido da natureza cong nita dessa quest o.

 No cap tulo intitulado Aperfei oando os Perfeitos , abordamos a base b blica do discipulado crist o que , simplesmente, transformar-se em quem voc . Em nosso paradigma, a santifica uma retifica o progressiva de nosso comportamento, mas sim um reconhecimento progressivo de nossa identidade.  

 No pen ltimo cap tulo, O que o amor tem a ver com isso? , estabelecemos o racioc nio para o que a Vida Crist . Aqui revelamos o segredo da Vida Crist gape i.e. Deus que Amor [1 Jo o 4:8] e ama atrav s e como n s.

 No cap tulo final, Scion-teologia , buscamos responder mais pr tica das quest es: E da ? Como isso influencia o aqui e agora? Como, por exemplo, crist os vivem sem a consci ncia de seu pecado? Como a vida de Cristo flui e se une vida do crist o? Como aplicamos a execu o dos ensinamentos do Ap stolo Paulo? Damos a resposta atrav s da analogia m stica do Ap stolo Paulo no que se refere a enxertar.

Uma Nota para Trabalhadores Crist os/ Obreiros

 A Conspira o Bonsai foi adaptada a partir de um estudo dirigido conhecido como O Caminho , de minha autoria, escrito originalmente para facilitar o estudo para os que haviam se acostumado a receber ordens de como crer e para quem o pensamento independente (ao menos na igreja um conceito novo. Conseqüentemente, importante que obreiros crist os que buscam usar esse livro como uma ferramenta de ensino sejam facilitadores em seus grupos, liderando com perguntas, n o respostas, e encorajando discuss o e debate.

 

Agapē,

Paul Anderson-Walsh

Londres

Janeiro 2006



[1] Ver cap tulo 4 sobre igrejismo .

[2] Daryl R Conner, Managing at the Speed of Change [Villard, New York; 1992] p. 72.

 
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